De onde viemos e para onde vamos
O Tempestade não nasceu em uma reunião formal, nasceu da alegria. Foi durante o aniversário da Camila, filha do Edinho. Entre um pedaço de bolo e outro, a resenha entre Edinho, Nino, Edmário e Sassá mudou o destino dos nossos finais de semana. O grupo, que já batia bola aos sábados, teve uma ideia iluminada: "Vamos jogar de domingo!". Na segunda-feira seguinte, o time já estava cadastrado na Batalha. A paixão tinha nome e data para começar.
Os mais antigos jamais esquecerão. Fomos jogar na casa de um adversário que esbanjava soberba. Perguntaram se tínhamos dois quadros, pois costumavam golear o 2º quadro dos visitantes e mandar o 1º embora sem jogar. Desceram da arquibancada mascando chiclete, com olhar de pouco caso.
O resultado? Nosso 2º Quadro segurou um empate heróico de 5x5. O 1º Quadro entrou em quadra "mordido", com sangue nos olhos, e aplicou uma goleada histórica de 10 a 1. Saíram de quadra respeitados e convidados para campeonatos. Uma lição de humildade.
Nosso primeiro campeonato especial não foi apenas vencido, foi conquistado com suor. Peregrinamos pelas quadras do São José, São Caetano e São Jorge. Ali, mostramos que o time de amigos também era uma máquina de vencer. O primeiro grito de "É Campeão" selou o destino vitorioso do Tempestade.
Em 2015, o fundador Edinho, olhando para tudo o que construiu, passou o bastão da coordenação para o Dan, que assumiu a tesouraria e, consequentemente, a presidência do time.
As taças são importantes, mas o maior patrimônio do Tempestade sempre foi a família. As festas, os churrascos e as celebrações serviram para integrar esposas, filhos e amigos. O time se tornou uma extensão da casa de cada jogador. Quem veste essa camisa, ganha uma segunda família.
Nossa história também é feita de saudade. O time presta sua eterna homenagem aos guerreiros que nos deixaram fisicamente, mas continuam vivos em cada jogada: Beto Favela (da Penha), Marcelão e, mais recentemente, o Márcio. Vocês são titulares eternos na nossa memória.
Três décadas de resenha e bola na rede.
O tempo passa, os jogadores mudam, mas o lema segue o mesmo. Como diz o Edinho: "A gente só tem que falar uma coisa: VAI TEMPESTADE!"
O dia 19/09/2024, entrou para história como a primeira partida do Tempestade como mandante. A casa, desde então, é o Sapro, e se tornou a extensão do time desde então.
O primeiro jogo foi contra o Paulo Silas.